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Suspeita de matar casal de idosos em Belo Horizonte é presa em hotel de Itabira e confessa o crime

A prisão de uma mulher suspeita de assassinar um casal de idosos em Belo Horizonte mobilizou as forças de segurança de Minas Gerais e chamou a atenção em Itabira, onde ela foi localizada pela Polícia Civil. Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa em um hotel da cidade, acompanhada do filho de 6 anos. Segundo a investigação, ela confessou o crime e não ofereceu resistência durante a abordagem.

As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, de 76 anos. O casal foi encontrado morto pelo filho no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

De acordo com a perícia, Maria Clotilde foi atingida por cerca de 15 facadas, enquanto Cláudio Atala recebeu aproximadamente 40 golpes de faca. O elevado número de ferimentos levou os investigadores a classificarem o crime como de extrema violência.

Em depoimento à Polícia Civil, a suspeita afirmou que o crime foi planejado. Conforme a investigação, ela trabalhava como diarista e havia sido indicada por um parente para prestar serviços na residência das vítimas. No dia do crime, teria levado soníferos, misturado o medicamento em um suco e esperado que o casal adormecesse.

Ainda segundo o depoimento, após as vítimas perderem a consciência, ela utilizou um travesseiro para sufocá-las e, em seguida, desferiu os golpes de faca. A investigação aponta que a idosa morreu enquanto dormia, enquanto o idoso chegou a esboçar reação após a primeira facada, mas estava debilitado pelo efeito do medicamento.

Após os homicídios, a suspeita teria revirado o apartamento e levado joias, relógios de coleção e celulares pertencentes ao casal. Imagens de câmeras de segurança registraram a saída dela do edifício carregando sacolas com objetos e usando roupas que pertenciam a uma das vítimas.

A Polícia Civil investiga o caso como um duplo latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. Conforme as investigações, a principal motivação seria financeira. Familiares da suspeita relataram que ela acumulava uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil em razão de jogos de azar pela internet. Para tentar quitar o débito, ela teria recorrido a empréstimos com agiotas e vinha sofrendo ameaças.

Depois do crime, Paola deixou Belo Horizonte e passou por outras cidades antes de se hospedar em um hotel em Itabira, onde foi localizada e presa. Parte dos bens roubados havia sido vendida na região da Praça Sete, no centro da capital, mas alguns objetos pertencentes às vítimas ainda foram encontrados em sua posse.

Durante o interrogatório, a suspeita alegou ter sofrido um “surto”. No entanto, a Polícia Civil afirma que as evidências reunidas até o momento apontam para um crime premeditado, desde a escolha das vítimas até a fuga após os assassinatos.

A investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a possível participação de outras pessoas. Entre os pontos analisados está o papel do motorista que buscou a suspeita após o crime, para determinar se ele teve envolvimento na ação criminosa ou se apenas prestou um serviço de transporte sem conhecimento dos fatos.