A cidade de São Paulo vive neste fim de semana, dias 23 e 24 de maio, a 21ª edição da Virada Cultural, considerada um dos maiores eventos culturais gratuitos do mundo. Com o tema “O Festival dos Festivais”, a programação reúne mais de 1.300 atrações espalhadas por toda a capital paulista, em uma estrutura descentralizada que ocupa bairros, centros culturais, bibliotecas, unidades do Sesc e 22 grandes palcos principais. A expectativa da prefeitura é receber cerca de 4,8 milhões de pessoas ao longo das 24 horas de evento.
A edição de 2026 aposta na diversidade musical e cultural como marca principal. No Palco Vale do Anhangabaú, um dos maiores pontos de concentração de público, artistas como Péricles, Luísa Sonza e Manu Chao movimentaram a noite de sábado e a madrugada de domingo. Já neste domingo, nomes como Marina Sena, Seu Jorge e Alexandre Pires comandam as apresentações de encerramento.
Nos palcos regionais, a programação também atrai grandes públicos. Na Zona Oeste, o palco dedicado ao rock nacional reuniu bandas como CPM22, Biquini Cavadão, Matanza e o vocalista Edu Falaschi. No Largo do Arouche, a programação exclusiva voltada às mulheres na música trouxe apresentações de Céu, celebrando 20 anos de carreira, além de Tulipa Ruiz, Urias, Ebony e MC Luanna.
O Centro Histórico e o Theatro Municipal se consolidaram como polos culturais importantes da Virada. Pela primeira vez, o Municipal abriu as portas durante 24 horas ininterruptas, com espetáculos voltados à memória da música brasileira, incluindo apresentações de Mundo Livre S/A, Fausto Fawcett e o Baile do Simonal.
Já nas zonas Leste e Sul, o público acompanhou shows de artistas ligados à periferia e à música popular nacional, como MC Hariel, MV Bill, Tasha & Tracie, Gustavo Mioto e Thiaguinho, que se apresentou no Parque do Carmo.
Entre as novidades desta edição está o fortalecimento do intercâmbio cultural internacional. Além do cantor Manu Chao, a programação trouxe o grupo sul-coreano de K-Pop 1VERSE, apresentações da Orquestre Poly-Rythmo de Cotonou, do Benin, e o encontro musical entre Scientist e JAH9, representando Reino Unido e Jamaica.
A acessibilidade também ganhou espaço ampliado na Virada Cultural 2026. Mais de 50 sessões do chamado Cinema Azul foram organizadas com adaptações sensoriais voltadas a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Outra novidade foi a adesão inédita do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand ao formato de funcionamento 24 horas, com entrada gratuita durante toda a madrugada.
Na área de acolhimento e proteção às mulheres, o governo estadual disponibilizou no Centro Histórico o Ônibus SP Por Todas, unidade móvel voltada ao suporte, orientação e atendimento do público feminino durante o evento.
Para garantir a segurança e a mobilidade, a prefeitura montou uma operação especial envolvendo cerca de 9 mil agentes, entre Policiais Militares, Guardas Civis Metropolitanos e equipes de segurança privada. O monitoramento conta ainda com drones e câmeras inteligentes do programa Smart Sampa, com reconhecimento facial.
O transporte público municipal também recebeu reforço. Segundo a administração municipal, 1.128 linhas de ônibus seguem em operação durante o evento, com aumento de 41% na frota circulante. Como a programação se estende até domingo, os ônibus municipais operam com tarifa zero ao longo do dia.
