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Projeto de reaproveitamento de rejeitos avança em Itabira

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CODEMA analisa pedido da Vale para transformar rejeitos do complexo minerário em insumo produtivo e gerar empregos na cidade.

O Conselho Municipal de Meio Ambiente (CODEMA) analisou recentemente o pedido da Vale para o reaproveitamento de rejeitos no Complexo Minerário de Itabira, proposta que pode alterar o modelo de gestão desses materiais no município.

A iniciativa prevê transformar o que hoje é considerado sobra do processo de mineração e passivo ambiental em recurso econômico. Em vez de manter o rejeito apenas armazenado em barragens, a proposta é processar o material para extrair valor e reinseri-lo na cadeia produtiva.

O projeto está inserido no conceito de mineração circular. Entre as frentes previstas está a extração de minério de ferro de baixo teor, com a recuperação de finos que anteriormente eram descartados. Outra medida é a produção de areia sustentável, a partir do rejeito arenoso, destinada à construção civil como alternativa à areia retirada de leitos de rios.

Também está prevista a descaracterização de barragens. Ao remover o material das estruturas existentes para processamento, o volume de rejeitos acumulados é reduzido, o que pode acelerar a eliminação dessas estruturas.

De acordo com as estimativas apresentadas, o projeto pode gerar cerca de 500 novos postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. Há ainda a expectativa de aumento na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), fortalecendo os cofres públicos municipais.

No aspecto ambiental e de segurança, a proposta aponta para a redução gradual do risco associado às estruturas de rejeito, com a eliminação progressiva das barragens.

O Sindicato Metabase, representado por André Viana, afirma que o projeto é considerado vital para o município, mas destaca a necessidade de garantias de segurança tanto para os trabalhadores quanto para a comunidade itabirana.