Parque Estadual Mata do Limoeiro: de área ameaçada a símbolo de preservação em Itabira
Uma mobilização popular iniciada nos anos 1980 impediu o desmatamento da região e mudou o destino de uma das áreas mais importantes de Mata Atlântica da região Central de Minas Gerais, que hoje completa 15 anos como unidade de conservação
Entre as montanhas de Itabira, no distrito de Ipoema, o Parque Estadual Mata do Limoeiro representa hoje um dos principais remanescentes de Mata Atlântica da região Central de Minas Gerais. Em 2026, a unidade de conservação completa 15 anos, mas sua história começa muito antes da criação oficial.
Em 1987, a área esteve ameaçada pela produção de carvão vegetal. A reação da comunidade foi determinante para impedir o desmatamento, garantindo a preservação da mata. A mobilização popular transformou o que poderia ter sido mais um fragmento devastado em um marco de resistência ambiental no município.
Ao longo das décadas, a antiga Fazenda do Limoeiro passou a integrar iniciativas de proteção ambiental. Esse processo contribuiu para a criação de instrumentos como a APA Municipal Aliança e culminou, em 2011, na criação do parque estadual, com participação da Prefeitura de Itabira e da Vale. A gestão da unidade ficou sob responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas.
Localizado a cerca de 90 quilômetros de Belo Horizonte, o parque passou a fazer parte de um conjunto de áreas protegidas, fortalecendo a conservação ambiental na região Central de Minas Gerais. Atualmente, o espaço reúne fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado, favorecendo uma ampla diversidade biológica.
Entre as espécies da flora presentes na área estão o jacarandá-caviúna, a braúna-preta e a samambaiaçu. O parque também abriga animais ameaçados de extinção, como o rato-do-mato e o gambá-de-orelha-branca.
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