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A mina de Brucutu foi reconhecida pela sua gestão operacional e cultura organizacional Credito: Gustavo Andrade

Mina de Brucutu, da Vale, conquista prêmio internacional de gestão operacional

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A mina de Brucutu, da Vale, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), recebeu o Shingo Prize, considerado um dos reconhecimentos mais rigorosos e prestigiados do mundo na área de gestão operacional e cultura organizacional. A premiação é concedida pelo Shingo Institute, da Utah State University, nos Estados Unidos, e homenageia Shigeo Shingo, um dos principais formuladores do Sistema Toyota de Produção.

A unidade foi reconhecida por seu modelo de gestão e pela cultura organizacional voltada à eficiência e à melhoria contínua. O desempenho da operação também contribuiu para que a Vale alcançasse, em 2025, o maior volume anual de produção de minério de ferro desde 2018, com 336 milhões de toneladas.

Segundo o vice-presidente de Operações da Vale, Carlos Medeiros, o prêmio representa o resultado do trabalho das equipes e da estratégia adotada pela empresa. “O prêmio comprova nosso compromisso com a excelência operacional e a melhoria contínua, profundamente enraizados em nossa jornada de transformação cultural. Ele reflete a disciplina das nossas equipes, a força da nossa cultura e a capacidade de evoluir com foco em segurança, qualidade e eficiência”, afirmou.

A cerimônia oficial de entrega do Shingo Prize está marcada para o dia 19 de março, nos Estados Unidos, e reunirá organizações de diferentes países reconhecidas por práticas de excelência em gestão industrial.

Primeira mina brasileira 100% autônoma

A mina de Brucutu foi pioneira no Brasil na adoção de frota de transporte totalmente autônoma. O uso da tecnologia começou em 2018 e hoje a operação conta com 15 caminhões fora de estrada, cada um com capacidade para transportar até 240 toneladas, além de duas perfuratrizes automatizadas.

A operação é acompanhada por uma equipe especializada que monitora os equipamentos a partir de uma sala de controle, o que reduz a exposição dos trabalhadores a riscos nas áreas operacionais.

Atualmente, a Vale mantém cerca de 100 equipamentos autônomos em atividades de mina, pátio e porto no Brasil. De acordo com Medeiros, o uso dessa tecnologia está alinhado às metas da empresa de segurança, eficiência operacional e redução de emissões de carbono.

Em 2025, outra estrutura da companhia também recebeu reconhecimento do Shingo Institute. O Centro de Troca e Manutenção de Rodeiros da Estrada de Ferro Carajás, localizado em São Luís (MA), conquistou a medalha de prata do prêmio, conhecida como Shingo Silver.