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Entenda o câncer colorretal, condição que levou Preta Gil aos 50 anos

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Cantora enfrentava a doença desde 2023; tumor é uma das principais causas de morte por câncer no Brasil

A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, no último sábado (20), reacendeu o debate sobre o câncer colorretal, doença que acomete o intestino grosso e o reto, e que está entre as mais incidentes no Brasil e no mundo. Diagnosticada em janeiro de 2023, Preta lutou contra o avanço da enfermidade por mais de dois anos, período marcado por cirurgias, internações, tratamentos agressivos e protocolos experimentais realizados nos Estados Unidos.

O câncer colorretal é silencioso em seus estágios iniciais e, por isso, muitas vezes é descoberto tardiamente, quando já apresenta complicações como a disseminação para outros órgãos. No caso de Preta Gil, mesmo após a retirada do tumor e a adoção da bolsa de ileostomia em 2024, a doença evoluiu com metástases em linfonodos abdominais, peritônio e ureter. As metástases indicam que as células cancerígenas se espalharam para outras regiões do corpo, tornando o tratamento mais complexo e com menores taxas de sucesso.

A cantora se mudou para Nova York em maio deste ano para dar continuidade a tratamentos considerados mais modernos, incluindo protocolos de quimioterapia e imunoterapia em um centro especializado. Apesar dos esforços médicos e dos avanços terapêuticos, seu estado de saúde se agravou e ela não resistiu às complicações da doença.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o segundo mais comum entre as mulheres e o terceiro entre os homens no Brasil. Os principais fatores de risco incluem idade acima de 50 anos, histórico familiar da doença, obesidade, sedentarismo, alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras, além do consumo excessivo de álcool e tabaco.

Entre os sintomas mais frequentes estão alterações persistentes no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dores abdominais e perda de peso sem causa aparente. Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de cura, mas a detecção tardia, como no caso da cantora, dificulta o controle da doença.

O corpo de Preta Gil será repatriado para o Rio de Janeiro, onde será velado em cerimônia aberta ao público. Familiares e amigos pediram respeito e privacidade neste momento de luto.

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