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Cleitinho volta atrás para disputar o Governo de Minas

Senador pediu publicamente o aval da direção nacional do partido durante convenção realizada nesta terça-feira

O senador Cleitinho Azevedo voltou a manifestar interesse em concorrer ao Governo de Minas Gerais. Durante a convenção nacional do Republicanos, realizada nesta terça-feira (4), ele pediu à direção da legenda que reavalie a decisão sobre sua participação na disputa estadual.

A manifestação ocorreu diante de importantes lideranças partidárias, como o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Cleitinho solicitou a palavra sem antecipar o conteúdo de seu pronunciamento, surpreendendo os integrantes da mesa e os demais participantes do encontro.

Em tom pessoal, o senador afirmou que gostaria de receber a oportunidade de representar o partido na corrida pelo Palácio Tiradentes. Ele também disse que respeitará uma eventual decisão contrária da direção, mas considerou necessário apresentar o pedido diretamente aos dirigentes.

A declaração foi recebida com aplausos moderados. Ao explicar a nova mudança de posicionamento, Cleitinho relatou que atravessa um período de luto e que não estava emocionalmente bem quando decidiu anunciar sua retirada da disputa.

Na segunda-feira (3), o parlamentar havia aparecido em um vídeo ao lado de Marcos Pereira e do presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, confirmando que não seguiria como pré-candidato ao governo mineiro.

A gravação ocorreu após uma sequência de divergências internas. Na quarta-feira (29), o Republicanos havia comunicado que não sustentaria a candidatura de Cleitinho, alegando que os meses de indefinição do senador dificultavam a construção política e eleitoral da legenda em Minas Gerais.

Além da demora na definição, a formação da chapa também estaria entre os principais pontos de impasse. Cleitinho defendia o ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão, como candidato a vice.

Outros setores envolvidos nas articulações, entretanto, avaliavam que a vaga deveria permanecer aberta às negociações com partidos que poderiam integrar a aliança, como PL, PP e União Brasil.

Motivação espiritual

Durante o discurso na convenção, Cleitinho também relacionou sua decisão a questões familiares e religiosas. Segundo o senador, uma experiência vivenciada durante um momento de oração o fez reconsiderar a desistência.

Ele mencionou o irmão falecido e afirmou ter sentido como se recebesse dele um questionamento sobre a decisão de abandonar a candidatura. O episódio, conforme relatado, teria reforçado sua convicção de permanecer no processo eleitoral.

Cleitinho declarou ainda que sua intenção não está relacionada à busca por poder ou a um projeto exclusivamente pessoal. O senador afirmou acreditar que possui uma missão pública e que sua trajetória política está ligada a um propósito espiritual e ao compromisso com a população mineira.

A definição sobre uma eventual candidatura dependerá agora da posição oficial da direção do Republicanos e das negociações para a construção da chapa em Minas Gerais.