Reunião sobre fechamento da Mina de Águas Claras reúne mais de 300 pessoas em Nova Lima
Moradores, autoridades e representantes da Vale se encontraram na noite desta quarta-feira (10) em Nova Lima para discutir os avanços no processo de fechamento da Mina de Águas Claras e debater propostas para o futuro uso da área, localizada na Serra do Curral. O evento, promovido pela mineradora, contou com a presença de mais de 300 participantes, incluindo vereadores de Belo Horizonte e Nova Lima, além de empreendedores e lideranças comunitárias.
Durante a reunião, a Vale apresentou as etapas já concluídas do Plano Ambiental de Fechamento de Mina (PAFEM) e destacou as tecnologias utilizadas para garantir segurança e preservação ambiental. Entre elas estão equipamentos teleoperados e o uso de helicópteros em locais de difícil acesso. A empresa também reforçou o compromisso com o diálogo social, lembrando que mais de 10 mil pessoas já participaram de ações de escuta ativa nos últimos anos.
Outro ponto abordado foi o trabalho realizado na Casa Uso Futuro, espaço criado para receber sugestões e construir, de forma coletiva, projetos para a área. Entre as propostas em discussão estão a ampliação do Parque da Serra do Curral, a criação de um parque de bicicletas, a implantação de um polo agrícola sustentável e a instalação de um hotel-escola de gastronomia.
Além da apresentação de ideias, a mineradora explicou que o fechamento da unidade inclui o cumprimento de um Termo de Compromisso (TC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais, que prevê a descaracterização de todas as barragens remanescentes do complexo, incluindo as estruturas construídas pelo método a montante, já eliminadas em etapas anteriores.
A Mina de Águas Claras foi desativada em 2002 e passou a ser administrada pela Vale em 2006, após a aquisição da MBR. A área total do complexo é de 19 milhões de metros quadrados, sendo 12,25 milhões de m² dedicados à preservação ambiental, incluindo a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata do Jambreiro. O território abriga biomas como cerrado, campos rupestres e florestas estacionais, em diferentes estágios de recuperação.
O processo de fechamento marca não apenas o fim das operações minerárias, mas também a possibilidade de criação de novos espaços voltados à convivência, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Para os participantes, a reunião representou um passo importante na definição do futuro da área e na construção coletiva de soluções para beneficiar a população e a região metropolitana de Belo Horizonte

